Na Guiana Francesa, alguns criadores acreditam que a solução mais adaptada para cuidar dos rebanhos bovinos não é uma 4×4.  É por isso que ainda podemos ver nos cerrados guianeses a presença dos “vaqueiros” que apartam, contam e monitoram o gado à cavalo.

É o caso da fazenda equestre da Césarée em Macouria.

Os proprietários da área, Jean e Marit Mornand chegaram à Guiana Francesa nos anos 70 no âmbito de uma cooperação. Eles decidiram ficar e isso já faz quarenta anos. Alguns anos após sua chegada, eles trouxeram por via marítima cerca de 240 zebus da Costa-Rica. Com esses embarcaram cerca de dez cavalos que serviriam para trabalhar com o gado. E assim começou a criação de bovinos dos Mornand. Infelizmente ela não teve o mesmo êxito da criação equina.

A história dos cavalos na Guiana Francesa tem início nos anos 70. Em 1977, 35 equídeos provenientes da Costa Rica desembarcam em solo guianês. De pequeno porte, dóceis, eles são perfeitos para a apartação dos bovinos. Até 1981, cerca de 250 cavalos, principalmente originários da América central foram introduzidos na Guiana Francesa. Mas no início dos anos 80, uma grave epidemia se abate sobre a região. A anemia infecciosa, provocada por um vírus transmitido pelas moscas-de-cavalo é uma doença que podemos encontrar nos cavalos. Muito contagiosa e mortal, levando em conta a decomposição dos glóbulos vermelhos que ela provoca, em 1982 a doença levou as autoridades a sacrificarem a imensa maioria dos equídeos da Guiana Francesa. Cerca de 90 % do rebanho do departamento teve de ser eutanasiado (sacrificado).

Na fazenda da Césarée, cerca de dez de potros não contraíram a anemia infecciosa e, portanto puderam ser salvos. Privados de suas mães, eles tiveram de ser alimentados com leite de égua em pó. E sobreviveram!

Mas na escala da Guiana Francesa, a quantidade de cavalos são quase nula. O Estado ajuda os principais criadores a reconstituírem seu rebanho. 96 cavalos de raça quarto de milha, ideal para a equitação de trabalho, a equitação western ou ainda as expedições são importadas dos Estados Unidos. Esse segundo fôlego rendeu frutos à criação de equinos visto que o departamento contabiliza cerca de 1.000 equídeos.

A maior parte de nossos pequenos cavalos crioulos têm inteligência e qualidades físicas de robustez e rusticidade que fazem deles perfeitos companheiros para um passeio de descoberta pelas trilhas da Guiana Francesa. Em Kourou, Macouria e em outros lugares, diferentes estruturas situadas no litoral oferecem passeios de algumas horas e expedições de mais de um dia.

Na Césarée, hoje Marie e Mathieu, os monitores oferecem passeios todos os domingos nos 400 hectares de savanas, prados e pântanos da fazenda equestre, em um ambiente com ares de faroeste americano. Seja você iniciante ou confirmado, você pode cavalgar sobre o Neptune, Moon, Oyak ou Natcheze no meio de um rebanho diferente dos outros. Constituído por vacas e touros de raças europeias, boas produtoras de carne, e zebus mais adaptados ao calor local, o rebanho é hoje uma mistura de todas essas origens e permitem aos Mornand, atenderem 20 % da demanda guianesa de carne. Para os mais corajosos e mais experientes os mais corajosos e os mais experientes, também é possível partir por um dia todo e chegar até uma lagoa não longe da estrada Risque-tout onde você poderá se banhar com os animais.

Então, ao galope!